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Primeiro, selecionar o feijão e adicionar quatro partes de
água.
* Cozinhar de dois a três minutos sob pressão.
* Deixar em repouso na mesma água por uma hora (se o
consumidor sofre com gases sugere-se a eliminação da água e
acréscimo de outra – mesmo que alguns nutrientes sejam
perdidos, pois os mesmos podem ser compensados com o acréscimo
de legumes na preparação, como o jerimum, bem comum no preparo
regional do Nordeste, ou outros legumes, como cenoura ou
chuchu).
* Refogar com os temperos (tempero brasileiro: tomate, cebola,
alho, coentro ou salsa e cebolinha). O tempero é a gosto e
pode ser feito como de costume. Aconselha-se que, se for
congelar parte do feijão, usar o mínimo de tomate (ou mesmo
não utilizá-lo), pois, por ser ácido, esse fruto pode levar à
mudança de características sensoriais se o congelamento não
for feito de maneira correta – o alimento pode ficar mais
ácido.
* Acrescentar farinha de linhaça (previamente processada em
liquidificador ou processador; o excesso pode ser armazenado
sob refrigeração) e o sal de ervas** (mistura previamente
feita com partes iguais de: alecrim, manjericão, orégano –
desidratados – e sal).
* Finalmente, juntar o refogado ao feijão. Voltar a cozinhar
sob pressão por mais 30 minutos (o tempo varia de acordo com o
tipo do feijão).
Está pronto para degustar!
Em quantidades maiores, pode ser dividido em porções e
congelado, sem perdas significativas de suas propriedades.
*Esta receita também pode ser feita com grão-de-bico ou soja.
É interessante variar, especialmente para que o cardápio não
fique monótono para as crianças.
**Sugestão de quantidade para ter o sal de ervas sempre à mão:
misturar uma xícara de café de cada ingrediente, processar e
armazenar em pote sob refrigeração. Assim, o sabor é bem
preservado. É o mesmo princípio que utilizamos com o café. A
quantidade de consumo diário deve ficar em torno de, no
máximo, uma colher (café) por pessoa em preparações salgadas,
visto que ainda há sal de cozinha no mesmo. Portanto, pede-se
moderação.
Além das coisas boas que o feijão tem, nesta preparação
sugerida, com o acréscimo da linhaça, ele ganha fibras,
antioxidantes e ômega 3. As quantidades são pequenas, mas
fazem diferença. O sal de ervas ajuda na diminuição do sal
absoluto e agrega propriedades antioxidantes e
antiinflamatórias. A mistura pode ser acrescida em qualquer
preparação em substituição ao sal. Com a adaptação do paladar,
a nutricionista sugere que a quantidade de sal da receita seja
diminuída. Importante lembrar que o sal, como fonte de sódio,
não deve ser retirado totalmente da dieta, por ser um mineral
importante para o controle dos líquidos celulares. O
importante é controlar, sim, sua ingestão. Outro fator é a
importância do sal na conservação de alimentos. Quanto à
linhaça, o único cuidado é adquiri-la na forma de grãos e
processá-la como farinha quando desejado. De preferência,
utilize-a em preparações em cozimento, pois a semente
apresenta fatores antinutricionais que somente o calor úmido
(presença de água – por exemplo, carnes cozidas, ensopados,
feijão) pode diminuir ou mesmo inativar seus efeitos e, ao
mesmo tempo, disponibilizar ao prato coisas boas como fibras,
antioxidante e ômega-3.
Fonte: Site Globo Repórter - Rede Globo |